O Brasil começa 2026 com uma notícia que anima estudantes e famílias: o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abriu inscrições oferecendo 274.876 vagas em cursos de graduação gratuitos em instituições públicas de todo o país. O número representa um crescimento de 5% em relação ao ano anterior e consolida esta edição como a maior da história do programa. A expansão reflete não apenas o esforço das universidades em ampliar o acesso, mas também a demanda crescente por formação superior em áreas estratégicas.
Expansão inédita
Ao todo, 136 instituições públicas participam do processo seletivo, incluindo universidades federais, estaduais e institutos federais. A novidade deste ano é a inclusão de cursos voltados para tecnologia, inovação e inteligência artificial, áreas que despontam como essenciais para o futuro do mercado de trabalho. Além disso, novos campi foram incorporados, fortalecendo a presença da universidade pública em regiões antes pouco atendidas e ampliando a inclusão regional.
Desafios persistentes
Apesar do avanço, especialistas alertam que o ensino superior brasileiro ainda enfrenta obstáculos importantes. A evasão estudantil continua elevada: mais da metade dos alunos presenciais não conclui o curso, e no ensino a distância (EaD) o índice chega a 63,7%. A falta de financiamento estudantil também limita o acesso de jovens de baixa renda, reforçando a necessidade de políticas públicas que garantam não apenas a entrada, mas a permanência dos estudantes.
Impacto social
Para milhões de jovens, o aumento de vagas significa mais oportunidades de formação e ascensão social. O acesso à universidade pública é visto como um caminho para reduzir desigualdades e ampliar perspectivas profissionais. No entanto, especialistas destacam que o desafio agora é transformar esse acesso em conclusão de curso e inserção no mercado de trabalho. “O crescimento das vagas é um marco importante, mas precisamos avançar em permanência estudantil e financiamento para que os jovens não apenas entrem, mas concluam seus cursos”, avalia um pesquisador em políticas educacionais.
Conclusão
O ensino superior brasileiro abre 2026 com recorde de vagas e expansão inédita, trazendo esperança para milhões de estudantes. Mas o futuro da educação depende de medidas que garantam permanência, apoio financeiro e qualidade de ensino, transformando o acesso em oportunidades reais de vida e carreira.
