A comunicação constrói ou destrói. Nós escolhemos construir.
A comunicação nunca foi neutra.
Ela sempre teve o poder de construir realidades — ou de destruí-las.
O que pensamos, sentimos, falamos, escrevemos e compartilhamos não fica apenas no campo das ideias. Isso molda percepções, influencia comportamentos, cria culturas e define os caminhos que seguimos como indivíduos e como sociedade.
Hoje, vivemos um paradoxo evidente.
Nunca tivemos tantos meios de comunicação, tantas plataformas e tanta liberdade de expressão. E, ao mesmo tempo, nunca estivemos tão cansados, confusos, polarizados e emocionalmente sobrecarregados.
Durante décadas, a comunicação esteve concentrada em poucos meios e poucas vozes. Com o avanço da tecnologia, esse cenário mudou. A comunicação se descentralizou, tornou-se acessível e plural. Qualquer pessoa pode criar, publicar, opinar e influenciar.
Mas essa liberdade trouxe um novo desafio: a responsabilidade sobre o que fazemos com ela.
Grande parte do modelo que aprendemos a reproduzir ainda é o mesmo:
o conflito gera atenção,
o medo gera engajamento,
a violência gera audiência,
o negativo “vende”.
Não porque o ser humano seja apenas isso, mas porque esse recorte foi reforçado, repetido e normalizado como estratégia de visibilidade.
O problema é que aquilo que consumimos nos forma.
E aquilo que compartilhamos educa.
A ciência já demonstra que pensamentos, emoções e palavras influenciam diretamente nossos estados internos, nossas decisões e nossas relações. A neurociência mostra como estímulos constantes de medo, agressividade e urgência mantêm o sistema nervoso em alerta, comprometendo a clareza, a empatia e a capacidade de reflexão.
A filosofia, há séculos, já nos lembra: aquilo que cultivamos em nós se manifesta na forma como agimos no mundo.
Se vivemos uma sociedade turbulenta, isso não acontece por acaso.
É reflexo de um ciclo que vem sendo alimentado — interna e externamente.
Por isso, a pergunta central do nosso tempo não é apenas o que comunicar, mas por que comunicamos e com que intenção.
Não se trata de centralizar poder, ideias ou narrativas.
Trata-se de comunicar com consciência, equilíbrio e propósito, reconhecendo o impacto real que nossas palavras, imagens e narrativas geram em nós, nos outros e no ambiente que compartilhamos.
Do centro que reconhece que cada pensamento é uma semente.
Cada palavra é uma semente.
Cada sentimento é uma semente.
E toda semente gera uma colheita.
Comunicar a partir desse lugar de equilíbrio e responsabilidade é compreender que a comunicação não é neutra e que cada escolha gera impacto.
Não para se culpar, se cobrar ou silenciar,
mas para se dar conta de que é possível fazer diferente.
Não se trata de positivar a comunicação ou negar os desafios da realidade. Trata-se de não explorar o sofrimento como produto. Trata-se de não transformar o caos em espetáculo. Trata-se de escolher construir, mesmo reconhecendo as dificuldades do tempo em que vivemos.
Uma construção que vem sendo feita há mais de uma década
A Gentv e a Nova Mídia vêm sendo construídas ao longo de mais de uma década de prática, observação e escolhas conscientes.
Desde 2011, esse caminho vem sendo trilhado a partir de uma inquietação legítima: compreender a comunicação não apenas como técnica, mercado ou audiência, mas como ato humano, ético e responsável.
Ao longo dessa jornada, tornou-se cada vez mais evidente o impacto profundo que a comunicação exerce sobre a forma como as pessoas percebem a si mesmas, os outros e o mundo. Tornou-se evidente também como determinados modelos passaram a explorar o medo, a violência e a polarização como estratégia de engajamento.
É nesse percurso contínuo que a Gentv fortalece seu papel como espaço de curadoria consciente, onde a comunicação é utilizada como elo de construção, orientação e integração — e não como instrumento de manipulação, divisão ou adoecimento.
Aqui, a comunicação não é fim.
Ela é meio.
Ela é elo.
Ela é responsabilidade.
Um trecho da minha própria travessia
Entrei no campo da comunicação em 2011 movida por uma busca interna profunda. Ao longo do caminho, vivi de perto os mecanismos da mídia tradicional — inclusive a exploração do medo, da violência e do negativo como estratégia de audiência.
Em determinado momento, percebi que havia sido capturada por essa lógica. Não de forma consciente, mas por repetição, condicionamento e normalização. Foi ali que compreendi que existia um sistema estruturado para manter a atenção pelo conflito.
Essa percepção me levou a um mergulho mais profundo. Passei a estudar, observar e viver a comunicação como um processo que começa dentro de nós. Compreendi, na prática, que cultivar pensamentos mais conscientes favorece sentimentos mais equilibrados. Que sentimentos mais equilibrados conduzem a atitudes mais coerentes. E que atitudes coerentes constroem realidades mais saudáveis.
Sem jogar a responsabilidade no outro.
Sem se culpar ou se cobrar excessivamente.
Mas assumindo, pouco a pouco, que cada escolha comunica algo.
Essa consciência começa no simples: na forma como falamos conosco, com quem convivemos e com quem discordamos, reconhecendo que a comunicação cotidiana também constrói estados emocionais, relações e ambientes.
E se estende, naturalmente, para os conteúdos que consumimos, produzimos e compartilhamos.
Quando mudamos o que alimentamos, mudamos o que manifestamos.
Quando interrompemos ciclos viciosos, abrimos espaço para círculos virtuosos.
Um convite à prática
Este texto nasce como reflexão, mas também como convite à escolha.
Todos os dias, consciente ou inconscientemente, escolhemos o que alimentar:
o que assistimos,
o que lemos,
o que compartilhamos,
o que repetimos,
o que silenciamos.
A comunicação constrói ou destrói.
E essa construção não acontece apenas nos grandes meios,
mas nos gestos cotidianos,
nas palavras simples,
nas narrativas que escolhemos sustentar.
A Gentv fortalece essa visão ao reunir conteúdos, vozes e pessoas que acreditam ser possível comunicar de forma responsável, humana e construtiva — sem negar a realidade e sem transformar o sofrimento em produto.
Este é um espaço de curadoria e colaboração.
Um espaço que reconhece o valor de quem escolhe comunicar com mais equilíbrio, consciência e respeito à vida.
E, se sentir o chamado, caminhe conosco.
Como leitor ou espectador, acompanhando e refletindo sobre os conteúdos.
Como colaborador, colunista ou comunicador, compartilhando ideias, textos e experiências.
Como apresentador ou apresentadora, dando voz a conteúdos que constroem.
Ou como marca viva, apoiando e fortalecendo uma comunicação íntegra, consciente e alinhada a valores humanos.
Independentemente da forma, o que nos une é a escolha por comunicar com responsabilidade, equilíbrio e propósito, gerando valor real para a vida.
Porque tudo comunica.
E tudo o que comunicamos constrói.

Taty Dal Bem
Taty Dal Bem é comunicadora e criadora da Gentv / Nova Mídia.
Desde 2011, desenvolve estudos e práticas sobre comunicação, consciência e construção humana, a partir da experiência real, da observação contínua e da vivência cotidiana.
Seu trabalho se concentra na curadoria de conteúdos, na criação de espaços colaborativos e na construção de uma comunicação íntegra, que reconhece o impacto das palavras, imagens e narrativas na vida das pessoas e na sociedade.
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