O jornalista e publicitário Plinio Antonio Ritter faleceu nesta quinta-feira (26), em Florianópolis, aos 80 anos. Com mais de seis décadas de atuação na comunicação, Ritter esteve presente em diferentes veículos e formatos, consolidando-se como uma das vozes mais reconhecidas do jornalismo político, econômico e esportivo em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Na GenTV, apresentou o programa GenTV Esportes, onde se destacou pela proximidade com o público e pela capacidade de transformar a cobertura esportiva em espaço de informação e diálogo. Sua passagem pela emissora reforçou o compromisso de levar conteúdo de qualidade e aproximar a comunicação da vida cotidiana das pessoas.

Nascido em Montenegro (RS), iniciou a carreira ainda adolescente, entregando jornais e participando de concursos como declamador. Em 1961, ingressou oficialmente no jornalismo em uma rádio de Montenegro. Formado em Comunicação Social e Direito, mudou-se para Santa Catarina em 1974, onde construiu grande parte da trajetória profissional, com forte atuação em Chapecó.
Ao longo da carreira, passou por rádios, jornais, televisões, agências de publicidade e projetos digitais. Foi presidente do Clube de Imprensa de Chapecó e recebeu diversas homenagens, incluindo o reconhecimento da Associação Catarinense de Imprensa pelos 50 anos de atuação — sendo o primeiro jornalista a receber tal distinção.
Além do jornalismo, teve papel relevante na vida pública e social, colaborando com entidades locais, projetos esportivos e beneficentes. Foi assessor de comunicação da Associação Chapecoense de Futebol e idealizador da Maratona da Solidariedade, uma das maiores campanhas de arrecadação de alimentos do país.
Mesmo nos últimos anos, debilitado pela Doença de Parkinson, seguiu ativo como comentarista e colunista de política e economia. Pai, marido e líder respeitado, Plinio Ritter deixa um legado de dedicação à comunicação e ao fortalecimento da sociedade.
