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Analfabetismo no Brasil cai para 4,9%, menor nível desde 2016

Publicada em: 23/06/2026 11:47 -

O Brasil registrou uma queda histórica no índice de analfabetismo. De acordo com a PNAD Contínua 2025, divulgada pelo IBGE, a taxa entre pessoas com 15 anos ou mais caiu para 4,9%, o menor nível desde o início da série em 2016. Isso significa que cerca de 8,4 milhões de brasileiros ainda não sabem ler e escrever, mas também representa uma redução de aproximadamente 592 mil pessoas alfabetizadas em apenas um ano.

 

Avanço significativo

O resultado é visto como uma conquista importante, fruto de políticas públicas de alfabetização, programas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e iniciativas comunitárias. Além disso, empresas privadas e organizações sociais têm ampliado projetos de educação básica e cursos de alfabetização digital, especialmente em regiões periféricas e rurais, contribuindo para acelerar o processo de inclusão.

 

Desigualdades regionais e sociais

Apesar da melhora, os números revelam desafios persistentes. O Nordeste concentra 57% dos analfabetos, com taxa de 10,6%, enquanto no Sul e Sudeste os índices são de 2,4% e 2,3%, respectivamente. A pesquisa também mostra que 58% dos analfabetos têm 60 anos ou mais, evidenciando que o problema está fortemente ligado à exclusão histórica de idosos do sistema educacional.

As diferenças raciais também chamam atenção: entre brancos, a taxa é de 2,8%, enquanto entre pretos e pardos chega a 6,5%. Para especialistas, isso reforça a necessidade de políticas direcionadas às populações mais vulneráveis e de maior engajamento do setor privado em programas de capacitação e inclusão.

 

Comparativo internacional

No cenário internacional, o Brasil ainda está atrás de países vizinhos como Chile e Argentina, que registram índices próximos de 2%, e de nações desenvolvidas como Alemanha e Japão, onde o analfabetismo já foi praticamente erradicado.

 

Próximos passos

O desafio agora é erradicar o analfabetismo residual, concentrado em regiões rurais e entre idosos. Investimentos em alfabetização digital, programas de educação básica e parcerias entre governo, empresas e organizações sociais são apontados como fundamentais para que o Brasil possa alcançar patamares semelhantes aos de países desenvolvidos.

 

A queda para 4,9% marca um avanço significativo na luta contra o analfabetismo no Brasil. Mais de meio milhão de pessoas foram alfabetizadas em apenas um ano, reforçando a importância da educação como caminho para inclusão e cidadania. Mas o país ainda enfrenta desigualdades regionais e sociais que exigem esforços conjuntos de políticas públicas e iniciativas privadas para que o direito à leitura e escrita seja universalizado.

 

 

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