Neste momento em que escrevo, dou voz à minha (in)consciência, liberto os medos que me prendem aos traumas já vividos, informo à minha alma o quão livre e primorosa ela é, alimento meu espírito e dou vazão aos meus desejos.
Tomo posse do meu poder, da minha luz, da minha grandeza.
Sinto-me desnuda das couraças que criei durante a caminhada, destemida diante dos passos que meus pés ainda irão tocar.
Sinto a calma não sentida no dia a dia, a paz interior que tanto busco no exterior, mas que nunca encontro (e nunca encontrarei).
O coração desacelera, a respiração se abranda e torna-se leve, a mente se acalma e silencia.
E sinto-me inteira, leve, pura, presente neste instante, merecedora de toda tranquilidade.
São pequenos instantes de plena vida — tão sonhada, tão desejada, tão querida.
Quisera eu que esse momento se perpetuasse pela eternidade. Mas o que é a eternidade, senão o aqui e agora?
Não quero sair dessa paz, mas a rotina me chama, a vida clama por minha presença, minha ação.
— Já estou indo, dê-me apenas mais alguns segundos no meu paraíso.
E peço a mim mesma: leve contigo teu paraíso interno, pois é aqui que a vida pulsa.

Rita Bortoluzzi
Sou fisioterapeuta, trabalho com pilates e osteopatia. Sou buscadora de mim mesma, da minha potência interior.
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